Não é de hoje que o automóvel é motivo de preocupação por possuir o poder de uma arma quando manejado por inexperientes. Estima-se que 1,2 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrer das imprudências no trânsito. Devido ao aumento no número de veículos, a tendência é piorar cada vez mais. Só no Brasil, as estatísticas tomam proporções maiores com um crescimento de 3% ao ano, pelo menos.
Diante das circunstâncias, a faixa etária da maioria das pessoas envolvidas nestes acidentes representa um motivo de alerta. De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito, Denatran, as colisões que levam à morte atingem, principalmente, os jovens de 20 anos, o que explica o fato de um motorista aumentar seus riscos de morte de maneira significativa entre seus primeiros 12 e 24 meses atrás da direção.
A fim de diminuir tais estatísticas, o National Safety Council lançou o Family Guide to Teen Driver Safety – guia familiar de segurança para condutores adolescentes. No programa, a organização, que busca influenciar pessoas para prevenir acidentes, une dez anos de evidências transformadas em informações práticas de segurança. Com a ajuda do programa e de seus reponsáveis, o jovem deixa a condição de motorista iniciante para obter a independência.
Segundo o guia, fatores como dirigir alcoolizado, no período noturno, em alta velocidade, sem utilizar o cinto de segurança, além de transportar passageiros, são os motivos que aumentam os riscos dos adolescentes de se envolverem em acidentes fatais. Neste caso, o melhor a fazer é restringir as saídas do novo condutor até que o mesmo se mostre apto a elas.
O Family Guide também sugere que os familiares estejam presentes durante toda a etapa de aprendizado para aconselhar sobre os perigos da direção inexperiente, além de dividirem experiências já vividas. Os responsáveis devem lembrar da diferença que podem fazer, uma vez que são seguidos como modelos de motoristas para os jovens.
Para os pais mais preocupados, os carros compactos devem ser os preferidos durante o processo de evolução do motorista, assim como algum veículo que disponha de itens de segurança eficientes. Porém, lembrem-se que não há regulamentação que proporcione a total segurança do jovem motorista. É a combinação da prática, experiências com situações de atenção e a presença dos familiares que reduzem os riscos de eventuais fatalidades.
Fonte: Portal Penélope (Charme ao Volante)
As nossas auto-escolas não preparam os jovens para a condução de veículos em situação de alto risco, como o trânsito no centro da cidade, nas principais artérias urbanas e, principalmente, nas rodovias.
Em todas essas situações de alto risco, os motoristas mais experientes, os de caminhões e de ônibus pressionam o recém-motorista de tal maneira que, muitas vezes, levam-no a cometer algum erro que resultará em acidente.
Se esse motorista jovem estiver alcoolizado, a situação se agrava pois ele não terá os reflexos necessários para uma direção segura.
Interessante essa iniciativa do Guia Familiar de Segurança para Condutores Adolescentes.
Com a palavra o DENATRAN e o Ministério dos Transportes.
***
Deixe um comentário