Participantes de audiência pública realizada na manhã de ontem pela Comissão de Viação e Transportes foram unânimes em defender a adoção de medidas que obriguem proprietários de veículos com problemas a atender aos recalls . Atualmente, nem a associação das montadoras nem o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça sabem ao certo qual o índice de comparecimento a essas chamadas. De acordo com o vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Marco Antônio Saltini, na primeira chamada nunca se atingem 50% dos convocados.
(…)Para Rizzotto [líder do Movimento SOS Estradas, Rodolfo Alberto Rizzotto], o não-atendimento aos chamados é apenas um dos problemas relacionados ao recall no País. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, por exemplo, no Brasil a decisão de adotar o procedimento é das montadoras. Não há nenhum órgão público que investigue a ocorrência de defeitos nos automóveis. “O número de recalls aqui é baixíssimo, se houvesse fiscalização seria muito maior”, afirmou.
(…)De acordo com o diretor-executivo do Procon-SP, Roberto Augusto Pfeiffer, um dos principais empecilhos ao atendimento dos recalls é a linguagem inadequada utilizada nos comunicados. “Além de usarem termos excessivamente técnicos, as montadoras não mencionam os riscos a que os consumidores estão expostos, item obrigatório pela lei”, afirmou.
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