A proposta de consolidação da hidrovia Tapajós, que seria entre Santarém/PA e cachoeira Rasteira/ MT, com extensão de 1043 quilômetros, consiste na realização de levantamentos, análises e avaliações necessárias para identificar os trechos que requeiram dragagem e derrocamento; no fornecimento de seus respectivos volumes e estimativas de custo; na determinação de processos, equipamentos e equipe técnica necessários à perfeita execução dos serviços para cada trecho.
Com o crescimento da produção de soja no estado do Mato Grosso, o transporte hidroviário tornou-se uma solução viável e econômica para os produtores, uma vez que explorar o rio como via de transporte proporcionará o desenvolvimento regional, com baixo custo e segurança. O Ministério dos Transportes estuda as possibilidades de uma Parceria Público Privada – PPP para a consolidação da hidrovia, respeitando a floresta amazônica e sua biodiversidade.
O Rio Tapajós é afluente da margem direita do Rio Amazonas e tem 851 quilômetros de extensão até a confluência dos rios Teles Pires e Jurema. Sua foz, junto na cidade de Santarém, está a cerca de 950 quilômetros de Belém e 750 quilômetros de Manaus.
A consolidação da hidrovia Tapajós tornou-se objeto de reflexão por parte dos organismos governamentais e de meios empresariais, uma vez que apresenta grandes perspectivas de desenvolvimento regional e do comércio exterior. Além disso, gera manutenção mais barata e aumento da atratividade como via de transporte.
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A viabilização dessa hidrovia é estratégica para a região Centro-Oeste e Norte.
Grande parte da carga de soja que hoje desce de caminhão para os portos do Sul-Sudeste passarão a subir para o porto de Santarém e Vila do Conde, ambos no Pará.
Redução de custo do frete da ordem de 40% é um dos principais resultados que serão alcançados com a hidrovia em plena operação. Além disso, menos caminhões em circulação (redução da poluição e dos acidentes) e menos impacto nas rodovias.
Mais uma obra importante para a readequação da matriz de transporte de cargas.
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