O 62º Salão de Frankfurt, que abre ao público na próxima quarta-feira (13), tem um lema que, em inglês, possui duplo sentido: See what’s driving the future, ou “Veja o que está impulsionando o futuro”, sendo que o segundo verbo pode ser trocado por “dirigindo” (como se faz com um carro).
E o que está “impulsionando o futuro”, aparentemente, é a necessidade de mudar os rumos físicos do planeta — que, a julgar pelos mais recentes relatórios ambientais confiáveis, divulgados no começo deste ano, está à beira de um cataclisma. A indústria automobilística, responsável pela fabricação de uma das máquinas mais poluentes que funcionam por aqui, o carro, parece ter sentido o puxão de orelha.
Daí a 62ª edição do salão (em alemão, Internationale Automobil-Ausstellung, ou IAA) reunir tantos lançamentos, protótipos e conceitos pouco poluentes, especialmente os híbridos, movidos a (pouco) combustível fóssil em conjunto com propulsores a bateria.
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É uma boa notícia essa de que os fabricantes de automóveis estão empenhados na redução do consumo de combustível fóssil, bem com da emissão de poluentes.
Destaque, na nossa opinião, para o Citroen Cactus (leia a matéria e veja a foto acima – clique na imagem, para ampliá-la).
Ele é capaz de rodar quase 30 km com um litro de combustível (mais exatamente, 29,4 km/l). As emissões poluentes são muito baixas: 78 gramas de dióxido de carbono por quilômetro rodado. Para comparar, um C3 francês emite 120 g/km.
A motorização do Cactus é híbrida (eletricidade + combustível, que, no caso, é o diesel). Ao contrário do que sugerem as imagens divulgadas pela Citroën, ele é um carro médio, com 4,2 metros de comprimento (exatamente o tamanho de um VW Golf).
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