Esse é o título de matéria do site JB Online. Excluindo, é claro, o nosso comentário entre parênteses, que não resistimos colocá-lo.

O 7 de Setembro registrou movimento tranqüilo nos aeroportos e trânsito intenso e violento nas estradas do país. É uma prévia do que as autoridades esperam para o primeiro feriado prolongado depois do acidente com o Airbus da TAM.

E justamente nas rodovias do Rio Grande do Sul e de São Paulo – Estados de partida e chegada do A-320 – foram registrados os acidentes mais graves de ontem.

Nas estradas gaúchas, pelo menos oito pessoas morreram e 20 ficaram feridas. O pior acidente foi a colisão entre um Gol e um Golf, na Rodovia RS-324, na altura do município de Marau. Todos os ocupantes dos dois veículos – cinco jovens – morreram na hora: Joacir Paulo Thume, 22 anos, John Pitter da Luz, 20, Alexandra Francischetti, 26, Augusto Nicolau Copini, que dirigia o Golf, e João Adelino da Luz.

No total, cerca de 48 mil veículos passaram pela BR-290 em direção ao litoral do Estado até as 17h.

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Eu bem que avisei que iriam aparecer matérias atribuindo o crescimento do volume de tráfego e de acidentes à crise aérea. Pior, aparecerá algum policial rodoviário confirmando essa sandice! Podem anotar.

Na verdade, o volume de tráfego está aumentando nas rodovias, nos feriadões, por causa da melhoria de condições de vida (renda) da classe média. As vendas de carro estão batendo recordes históricos. A classe média está comprando veículos novos e viajando mais vezes por ano, em direção às cidades turísticas e de veraneio.

Os acidentes são função do volume de tráfego e da insanidade que toma conta dos motoristas nas viagens de feriadão. Tanto na ida como na volta, resultado dos imensos congestionamentos que levam os motoristas a tentar recuperar o tempo perdido com ultrapassagens perigosas, tráfego nos acostamentos e, quando é possível, excesso de velocidade. Sem contar a trágica combinação de álcool e direção.

Nos feriadões, a aviação comercial de passageiros tem menos movimento porque grande parte das viagens se dão durante os dias úteis, por motivo de trabalho. Nos feriadões, pouca gente viaja a trabalho. Isso não tem nada a ver com crise aérea nem com os acidentes da Gol e da TAM.

Nos feriadões, as pessoas viajam em família e não individualmente. Viajar de carro é muito mais barato do que de avião. Além disso, ninguém quer viajar de avião e ter que alugar carro ou se deslocar de táxi, em cidades turísticas e de veraneio.

Finalmente, a matéria do JB Online diz que 48 mil veículos se deslocaram pela BR-290 em direção ao litoral gaúcho. Não existem vôos de A320 da Grande Porto Alegre para o litoral gaúcho! Assim como não existem vôos de A320 do Grande Rio para a Região dos Lagos, Região Serrana e para a Costa Verde!! Muito menos da Grande São Paulo para Santos, Guarujá e demais cidades do litoral paulista!!!

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Uma resposta a “Aviões vazios, morte nas estradas (que maluquice é essa?)”

  1. Avatar de Diego Moreira

    Oportunismo é uma chaga da imprensa. As associações mais descabidas tornam-se reais quando há um objetivo político envolvido… O JB já era… e faz tempo…

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