Durante a aula inaugural que ministrou no curso do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento, na sede do BNDES, a economista Maria da Conceição Tavares fez diversos comentários sobre o momento atual da economia brasileira.

Sobre a política macroeconômica, mantida no governo Lula, a economista elogiou o acúmulo de reservas feito pelo Banco Central no período que antecedeu a crise e a redução da dívida externa. “O lado bom do conservadorismo do BC foi subir as reservas”, disse. O Brasil entrou numa trajetória de crescimento a partir de 2006 e ela acredita que o país vive agora o desafio de continuar nesta estrada. Porém, para ser bem-sucedido no desenho de um modelo econômico sustentável, o governo Lula terá que recompor o tripé de desenvolvimento sustentado pela aliança do Estado, do capital estrangeiro e do capital nacional, que vigorou nos anos JK e Geisel.

Conceição Tavares afirma que o país está vivendo um ciclo de crescimento desde 2006, com aumento do crédito e do salário mínimo. Esses fatores reativaram o mercado interno. Para ela, o grande desafio do país é acabar com o gargalo da infra-estrutura. “O PAC está rastejando, assim como as metas de JK [de fazer o pais “avançar 50 anos em 5″.] rastejaram no começo”, mas a ministra (da Casa Civil, Dilma Rousseff) demonstra uma grande paciência para restaurar o tripé do desenvolvimento desmantelado no governo Fernando Henrique Cardoso.

Na visão de Conceição Tavares, o problema mais complexo do país, na área da infra-estrutura, é o setor elétrico. “Foi a privatização mais porca de todas.” Para ela, ninguém está de acordo com o modelo elétrico do país. “A ministra Dilma acertou como pode este modelo, que era uma colcha de retalhos e acabou no apagão.”

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A infra-estrutura de transportes ainda precisa de avanços, embora ela não tenha destacado esse ponto.

Os principais portos precisam de um calado de 15,0 m para navios Pós-Panamax e Super Pós-Panamax.

A malha ferroviária precisa (e está sendo) ampliada e modernizada, além da eliminação dos pontos críticos, como travessias urbanas.

A malha de hidrovias precisa ser ampliada, com a construção de algumas eclusas importantes.

A malha rodoviária precisa ter sua capacidade aumentada, com diversas duplicações e construção de terceiras-faixas, o que também já está sendo feito.

Alguns aeroportos precisam ter sua capacidade para cargas e passageiros ampliada, o que também já está sendo feito.

Tudo isso está contido, de forma detalhada, no Plano Nacional de Logística e Transportes, que pode ser acessado no site do Ministério dos Transportes.

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