Nesta quinta-feira (30), os governadores José Serra (SP) e Sérgio Cabral Filho (RJ) encontram-se na capital paulista para a assinatura de um convênio que cria o grupo responsável por analisar se o projeto é viável.
Até o momento, o estudo de viabilidade econômica mais atraente é o da empresa italiana Itauplan, que não prevê injeção de recursos públicos. Também foram apresentados à Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, vinculada ao Ministério dos Transportes, dois planos de trem-bala elaborados por grupos alemães. A licitação para a execução da obra deve ser aberta no início de 2008, ano em que já começariam as obras.
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Como Secretário de Política Nacional de Transportes, em 2004, eu recebi o primeiro estudo para uso do Maglev (trem de levitação magnética) e esse estudo/proposta da Itauplan.
A proposta dos italianos tem a vantagem de utilizar somente recursos privados. Entretanto, há alguns problemas que precisam ser resolvidos, além do aprofundamento dos estudos de viabilidade técnico-econômica.
Esse projeto somente se tornará realidade se os governos do Rio e de São Paulo participarem ativamente da solução, independente de quem financiará o empreendimento.
Os trens de alta velocidade, na Europa, são financiados por recursos públicos. Aqui, estamos tentando uma solução que, no limite, poderá ser uma PPP.
Minha sugestão é constituir um consórcio público com a União, os governos estaduais de São Paulo e Minas, as prefeituras do Rio e de São Paulo. Esse consórcio estabeleceria uma PPP com algum consórcio ou empresa privada que vença a licitação.
O importante é que esse projeto seja realizado. Se não for com trens de alta velocidade, com trens de média velocidade, confortáveis e seguros. Como ocorre em toda a Europa.
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