A matriz de transportes brasileira sofrerá alterações nos próximos 15 anos.
É o que prevê o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), apresentado na manhã da sexta-feira pasada (17/08), pelo secretário nacional de Política de Transporte do Ministério do Transporte, Marcelo Perrupato, na Federação das Indústrias e Empresas de Mato Grosso (Fiemt).
As ferrovias e hidrovias do país passarão a ter uma maior participação no transportes de cargas do país.
Ele evita os apagões de logística, avaliou, revelando que a estimativa com o Plano de Logística e Transportes é reduzir em média 60% dos custos com transportes realizados em Mato Grosso, principalmente por meio rodoviário.
Clique aqui para ter acesso ao Plano Nacional de Logística e Transportes
Esse quadro já está mudando, com o aumento do transporte aquaviário e ferroviário, mas ainda não sabemos quanto. Infelizmente, com a extinção do Geipot (órgão de planejamento do Ministério dos Transportes) perdemos a condição de ter informações sobre os diversos modais.
No período em que fui titular da Secretaria de Política Nacional de Transportes (maio/2004 a junho/2007), o Ministério retomou a função planejamento de longo prazo e elaboramos o PNLT.
A fase atual, de rediscussão nos Estados, exigirá a montagem de uma estrutura que mantenha a coleta de informações e elaboração de estudos que permitam, de forma permanente, avaliar se os resultados pretendidos estão sendo alcançados.
O Ministério dos Transportes precisa de uma Empresa de Pesquisa em Transportes, para dar conta desse desafio de retomar o planejamento de longo prazo.
Pode ser nos mesmos moldes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), criada no âmbito do Ministério de Minas e Energia, ainda quando a titular era a ministra Dilma Roussef. Uma empresa enxuta, com salários equivalentes aos da EPE, para que tenhamos um quadro permanente de excelência.
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