Gargalos como a falta de dragagem, burocracia excessiva, inércia do modelo de gestão portuária, impasse nas relações capital-trabalho e o grevismo de servidores públicos poderiam ser resolvidos com “determinação política”, avalia o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli.

“O setor público que não consegue administrar os presídios não vai conseguir administrar portos”, enfatizou. Para uma boa gestão portuária, destacou “é preciso ter conhecimento do mercado internacional, de logística e ter ousadia”.

A ABTP reúne empresas detentoras ou administradoras de terminais.

O modelo, ultrapassado, das companhias docas não funciona e atrapalha o desenvolvimento dos portos e a solução rápida para os problemas que surgem, diz. Na opinião de Manteli, a alternativa seria a substituição das docas por um modelo paraestatal, uma empresa com autonomia administrativa e financeira.

Manteli disse que “a sociedade precisa ter a coragem, que tinha e perdeu, de defender a privatização para que o país possa crescer”.

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Não sei se é uma questão de coragem, ou de simplesmente enxergar a privatização como única solução para setores cujas medidas imediatas jamais repararão o dano causado por muitos anos de desatenção ou má gestão.

Até porque este tipo de discurso acaba por legitimar o clássico desmantelamento deliberado de um dado setor, por parte do Estado (claro, quando os governantes em questão vêem a propriedade estatal como um estorvo), tendo em vista uma futura privatização.

Na minha opinião, transformar as Companhias Docas em empresas estatais de capital aberto, como a Petrobras, seria uma alternativa razoável, no limite.

Por enquanto, se o governo federal sanear os passivos trabalhistas e judiciais – herdados dos governos anteriores – e garantir aporte de recursos regulares para dragagem de aprofundamento e de manutenção, será fácil realizar uma boa gestão, ainda como Companhias puramente estatais.

Finalmente, não está faltando dragagem de aprofundamento. Há recursos disponíveis e licitações já realizadas ou em andamento. O que pega é a licença ambiental, que depende de órgãos estaduais. Gostaria de citar o exemplo da retomada do porto de Niterói, que estava inativo há anos e a atual direção da Cia. Docas do Rio de Janeiro viabilizou a dragagem de aprofundamento, garantindo calado para o arrendamento para dois operadores.

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