A BBC publicou duas matérias que questionam a dependência cada vez maior do transporte aéreo em relação à tecnologia, muitas vezes até substituindo os pilotos. Kenneth Funk, especialista na interação do homem com os computadores, declara que é “perigoso para pilotos confiar demais no computador”.

Segundo Marcelo Tavares, com quem debati o tema em uma lista de discussão, “nas aeronaves da Airbus, os computadores detém a palavra final sobre os comandos colocados no avião, isto é, o papel do piloto é o de apontar demandas nos computadores, que se encarregam de processar na aeronave. O piloto não pilota, gerencia a aeronave, que JAMAIS excederá o envelope de vôo. O fly-by-wire (FBW) pode INCLUSIVE desligar o piloto se este estiver sendo muito inconveniente.”

Para nós leigos, os riscos envolvidos numa operação aérea será sempre a diferença entre um vôo normal e um novo acidente. A hipótese de os computadores do Airbus não terem obedecido ao comando emergencial do piloto, no momento em que percebeu que a aeronave não freava, é objeto de investigação aprofundada pela comissão de investigação do acidente.

Fonte: Blog do Alê. Leia mais.

Foto da cabine de comando do A380, maior avião de passageiros do mundo, ainda em fase experimental.

E nós, viajando tranquilamente, sem saber de nada disso…

De qualquer forma, é difícil aceitar que a última palavra não seja do comandante (são dois na cabine) mas da máquina.

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