Para economista-chefe de gigante mundial de logística, estabilidade econômica levará o Brasil a impulsionar área de transportes. Acidentes recentes servirão de alerta para acelerar investimentos no setor aéreo no país, afirma o chinês Gene Huang (foto) 
O Brasil tem tudo para desenvolver sua infra-estrutura de transporte e de logística, mesmo em meio à crise aérea e às distâncias continentais. Mais do que pela falta de planejamento, o desenvolvimento do transporte só não decolou ainda porque investimento em infra-estrutura, por definição, depende de previsibilidade de longo prazo, o que era impossível até bem pouco tempo atrás.
A avaliação é do chinês Gene Huang, economista-chefe da americana FedEx, maior empresa de entrega do mundo, que atua em 220 países. Para ele, a crise aérea resulta, entre outros fatores, do forte crescimento das companhias e do fluxo de passageiros, que não foi seguido de avanços na infra-estrutura, problema pelo qual passaram vários países. Leia a entrevista à Folha.
Folha – Qual a maior dificuldade de um país ao desenvolver sua infra-estrutura de transporte e logística?
Gene Huang – A maior dificuldade é levantar dinheiro. Para investir em infra-estrutura, precisamos de previsibilidade de longo prazo. E o Brasil não tinha isso até pouco tempo atrás. Estive aqui em 2002. O dólar estava indo para R$ 4, e os juros, acima de 20% ao ano. Quem vai querer investir com esse custo de capital? As coisas parecem diferentes agora.
Gene Huang – A maior dificuldade é levantar dinheiro. Para investir em infra-estrutura, precisamos de previsibilidade de longo prazo. E o Brasil não tinha isso até pouco tempo atrás. Estive aqui em 2002. O dólar estava indo para R$ 4, e os juros, acima de 20% ao ano. Quem vai querer investir com esse custo de capital? As coisas parecem diferentes agora.
Leia a íntegra da entrevista. Clique aqui
As previsões otimistas do economista do FedEx mostram que o Brasil está no caminho certo. Na gestão do presidente Luis Inácio Lula da Silva, os juros caíram, a inflação estagnou, enfim, a economia está totalmente sólida e segura quanto às poss´veis turbulências externas.
No que se refere à falta da cultura de planejamento de longo prazo – o que é verdade, pois não se planejava transporte há mais de vinte anos – (hoje estamos sentindo as consequências), o governo construiu, no ano passado, com a colaboração de toda a sociedade e de todas as regiões do País, o Plano Nacional de Logística e Transportes -PNLT -, que servirá de indicativo para investimentos na área para os próximos 25 anos.
O Plano, que está sendo preparado para não ser um Plano de governo e sim de Estado, servirá de base para os investimentos iniciais com recursos previstos no Plano de Aceleração do Crescimento -Plano Plurianual 2007-2011, e nos subseqüentes.
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