A irrefreável rotina de mortes envolvendo motociclistas no Rio Grande do Sul não se deve apenas à imprudência de muitos condutores.
Segundo especialistas em trânsito, a queda no índice de acidentes em duas rodas depende também de mudanças profundas no processo de formação dos pilotos.
As sugestões incluem o aumento da carga horária e o aperfeiçoamento das aulas práticas.
Um levantamento exclusivo publicado ontem em Zero Hora, elaborado com base em ocorrências noticiadas no primeiro semestre, revelou que 22,9% dos motociclistas envolvidos em 131 acidentes com óbito não tinham carteira.
O quadro é ainda mais grave porque, para os 77,1% restantes, o processo de habilitação não foi suficiente para dar marcha à ré no alto índice de mortes.
Todas as ações que diminuam os acidentes de trânsito envolvendo motos ou outro veículo automotor, são válidas.
Não basta melhor capacitação.
É necessário um conjunto de ações, desde a educação para o trânsito e combate à impunidade, entre outros.
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