Na semana passada, uma missão de empresários e autoridades coreanas deixou o Brasil com um dever: elaborar a proposta para implantar o projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre São Paulo e o Rio de Janeiro.
Nesta semana, chega ao Brasil outro grupo, desta vez de italianos, para conversar novamente com o governo federal.
A movimentação em torno do projeto acontece após ter ficado anos na gaveta. E o retorno do TAV à pauta do dia reacende a discussão sobre outros planos muito debatidos e nada aprofundados como, por exemplo, a ligação entre a capital paulista e Campinas através de uma linha de trem rápido. Tudo em um mesmo projeto? Talvez.
Diversas propostas foram já foram apresentadas, mesmo que extra-oficialmente.
No total, já são, no mínimo, quatro grupos estrangeiros conversando com o governo sobre a viabilidade da obra.
Tudo isso está acontecendo porque no governo Lula existe uma visão diferente da do governo anterior. Neste governo, ampliação da malha ferroviária para cargas e para passageiros, especialmente, é uma prioridade. No governo anterior, considerou-se que transporte ferroviário de passageiros era inviável.
Por outro lado, a implantação de Trens de Alta Velocidade avança na Europa e Ásia. Com isso, ocorrem inovações tecnológicas e ganhos de escala que tornam cada vez mais viável esse tipo de transporte.
Logo, é possível trabalhar o retorno de trens regionais de passageiros, que trafegam a cem quilômetros por hora.
A Secretaria de Política Nacional de Transportes, do qual fui titular até o início de junho, está dando andamento a esse projeto – que será financiado para operadores privados – pelo BNDES.
Soluções como essa podem ser dadas a ligações como São Paulo – Campinas, já que a distância é curta para um TAV, que atinge a velocidade de trezentos e cinquenta quilômetros por hora.
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