A inspiração veio da Favela Santo Domingo, mar de casebres miseráveis que reúne 130 mil moradores no coração de Medellín, na Colômbia (foto).
A Vila Cruzeiro, favela ocupada pela polícia do Rio na quinta-feira com 450 homens, numa guerra que já dura 45 dias, deverá mudar radicalmente.
O governo federal, pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), investirá R$ 495 milhões na Vila Cruzeiro e nas outras 12 comunidades do Complexo do Alemão, zona norte do Rio, sob domínio da facção criminosa Comando Vermelho (CV).
O projeto inclui obras de saneamento e a construção de hospital 24 horas, escolas, áreas de lazer e postos policiais.
As obras já devem começar em 22 de outubro.
Leia mais no site do Yahoo (matéria da Agência Estado)
Quando a ex-governadora Benedita da Silva concorreu à Prefeitura – e quase ganhou – em 1992, marcou na campanha a proposta de transformar as favelas em bairros, com condições de acesso, de habitação, de saneamento, de equipamentos culturais, de educação e de saúde, condizentes com dignidade dos mais de um milhão e oitocentos moradores em favelas (naquela ocasião).
César Maia ganhou a eleição e lançou o Favela-Bairro, que era a proposta da Benedita e do PT, embora com uma visão mais marqueteira do que efetiva, já que ficou restrito ao embelezamento das entradas das favelas e umas poucas obras de saneamento.
Garantir a acessibilidade dos moradores das favelas, em morros, é condição básica para eles e elas.
Projetos como bondinho em cremalheira, teleférico ou qualquer coisa do gênero devem ser estudados e implantados, se viáveis, desde que o poder público garanta o controle desses equipamentos e o acesso efetivo dos moradores, num padrão de qualidade adequado. Não podem ser, apenas, um elemento de “marketing”. O cidadão e a cidadã pobre, que habita nas favelas não merece esse uso deles.
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