Apresentação faz parte das comemorações do centenário do modelo criado por Santos Dumont

O Demoiselle (fotos) – segundo avião criado por Alberto Santos Dumont -, um século depois de sua criação em 1907, volta a desfilar pelos céus franceses, disputando espaço com os jatos e supersônicos dos principais fabricantes mundiais, durante a feira de Le Bourget, a maior exposição comercial da aviação na Europa, realizada nos arredores de Paris, França, nesta semana que se inicia, entre 18 e 24 de junho de 2007.
“Será um momento histórico, realizado exatamente 100 anos após Santos Dumont voar com o Demoiselle e impressionar o mundo com a aeronave que revolucionou a indústria da aviação mundial no início do século XX”, informa Fernando de Arruda Botelho, presidente do Instituto Arruda Botelho, proprietário das duas réplicas do Demoiselle que já estão na França.

Além de vôos demonstrativos, as réplicas ficarão expostas no Salon International de l’Aéronautique et de l’Espace, em Le Bourget. No local, um estande cenográfico apresentará a trajetória da aviação brasileira, de Santos Dumont aos dias atuais, apresentando aos visitantes informações sobre a tecnologia nacional e o seu potencial como fornecedor global de aeronaves, equipamentos e peças para a atividade.

Fonte: Portal Webtranspo

Os feitos de Santos Dumont, e de tantos outros que contribuíram para a concretização da aviação, revolucionaram o transporte de passageiros e de cargas, em nível mundial. Há que ressaltar que, no caso do Demoiselle, Santos Dumont não solicitou patente para que ele pudesse ser copiado livremente, o que demonstra o elevado espírito público do inventor.

As homenagens a Santos Dumont expressam, portanto, o carinho e o reconhecimento da humanidade pela dedicação dele e de outros, para chegarmos ao ponto que chegamos.

Um dos “outros” mais importantes foi Leonardo Da Vinci que, por volta de 1500, elaborou um estudo de um instrumento que pudesse voar.
Utilizou como modelo as asas de um morcego. Alongadamente às estruturas interdigitais do animal, construiu o instrumento voador, cujas funções eram a sustentação e o comando. Em muitos de seus inventos, utilizou as “asas móveis”, que eram movidas através de alavancas e manivelas, manipuladas por um operador que ficava sentado e com as pernas abertas.

Na mitologia grega, Ícaro foi o precursor do sonho humano de voar e morreu quando a cera que prendia as suas asas artificiais ao corpo se derreteu, caindo ele no Mar Egeu.

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