Vistoria em veículos que carregam passageiros do Entorno para o DF encontra problemas, como falta de extintores e lanternas quebradas

O estado precário dos ônibus que trazem milhares de trabalhadores das cidades do Entorno ao Distrito Federal não é exclusividade de uma empresa, mas de pelo menos quatro das seis que estão credenciadas no Departamento de Transportes Urbanos (DFTrans) para transportar passageiros do Entorno ao Distrito Federal.
Nesta quinta-feira, 18 fiscais do DFTrans aplicaram 192 autos de infração e 93 ônibus semi-urbanos foram lacrados — impedidos de transportar passageiros.

De Acordo com a matéria, publicada na edição desta sexta-feira no jornal Correio Brasiliense, a falta de extintores, assentos soltos, vidros trincados, lanternas e tacógrafos quebrados foram as principais irregularidades encontradas pelos fiscais. Alguns ônibus trafegavam com buracos no chão. Em outros, o motor nem funcionava.

“Não permitiremos que esses veículos continuem rodando e tragam risco para a população. Por isso, o carro que estiver irregular será lacrado e só poderá voltar a rodar depois de resolver os problemas. Ao perceberem que estão sendo fiscalizadas, as empresas vão começar a realizar manutenções preventivas”, avalia o secretário de Transportes, Alberto Fraga.

Viação Anapolina e Viação Luziânia – o assessor jurídico Antenor Mito Filho diz que as irregularidades são simples e fáceis de serem resolvidas. “Acionamos a oficina para agir imediatamente. Tivemos poucos veículos lacrados, apenas oito de 200 ônibus.

Grupo Amaral, responsável pelas empresas Santo Antônio e Rápido Planaltina – procurado, o responsável não quis se manifestar.

Vaztur e a Taguatur Transportes têm permissão para transportar passageiros.
A fiscalização nos ônibus do Entorno foi possível graças a um convênio firmado em 2005 entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Secretaria de Transportes. No entanto, o governo local não podia fiscalizar os veículos porque os fiscais não receberam treinamento da ANTT, o que foi feito no mês passado. “Temos convênios com vários estados para ajudar a fazer a fiscalização. É uma parceria no combate às irregularidades”, explica o diretor da ANTT, Gregório Rabelo. O convênio tem validade até 2010.

Uma cidade planejada, como Brasília, precisa de transporte coletivo com planejamento de longo prazo, principalmente priorizando o transporte de massa, como os trens e o metrô e os integrando aos ônibus. O atual governo do Distrito federal, em pouco tempo de mandato, já vem estudando a implantação desses modais de transportes. Enquanto isso, uma grande parte da frota de ônibus já tem sido renovada e promovido melhorias no setor (foto). Quanto aos ônibus do entorno (regiões ao redor de Brasília, mas que pertencem ao estado de Goiás), a fiscalização, a partir do convênio com a ANTT, irá melhorar a qualidade da vida dos que dependem de Brasília para trabalhar.

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