O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deverá apresentar em 15 dias medidas para desonerar setores que estão perdendo competitividade na exportação em razão da flutuação do câmbio. De acordo com a matéria publicada nesta semana pelo jornal Gazeta Mercantil, a indústria automobilística deverá ser contemplada logo depois dos setores têxtil, moveleiro e calçadista, entre outros, que estão em maiores dificuldades. Entre as medidas que a Asociação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea – gostaria de ver já contemplada pelo governo federal está o repasse de créditos do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Na última contabilidade da Anfavea, havia R$ 3 bilhões acumulados. Os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Goiás concentram a produção de veículos no Brasil.

De acordo com o jornal, a indústria automobilística superou a produção de 50 milhões de veículos no Brasil. A marca começou a ser contabilizada em 1957, quando foi implantada a primeira montadora no País. De acordo com a Anfavea, em 50 anos a produção atingiu a marca de 50.209.346 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Para o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, “É um feito considerável pois nenhum país emergente, com as características do Brasil, ainda atingiu esta marca”.
  • Do total das 50,2 milhões de unidades produzidas até maio, 39,8 milhões foram absorvidas pelo mercado interno.
  • Em 50 anos, foram importadas 2,6 milhões de unidades.
  • No mesmo período, foram exportadas 10,4 milhões de unidades.
  • O fato interessante é que 30% do total das exportações ocorreram de 2003 a 2006, ou seja, nos últimos quatro anos.

Os números comprovam que, apesar do baixo valor dólar, o setor exportou “30% de toda a produção em 50 anos”. E isso é muito bom, porque sinaliza, também, que o mercado nacional já anda com algum nível de saturação. Além disso as exportações trazem divisas ao País, geram empregos e o meio ambiente agradece.

Selma Campos

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