Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo, nesta segunda-feira (4), o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, negou a existência de quaisquer irregularidades no repasse, pela Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), de recursos à Força Aérea Brasileira (FAB) provenientes da cobrança de taxas das companhias aéreas pela utilização de serviços de controle de vôo.
A posição do oficial general contradita auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que apura uma dívida de R$ 582 milhões da Infraero, relativa a esses recursos,com o Departamento de Controle de Tráfego Aéreo. Juniti Saito se comprometeu a enviar documentos à Câmara do Deputados e ao Senado esclarecendo a questão.
O comandante da Aeronáutica considerou como principais causas da crise aérea ocorrida nos últimos meses o fato de vários controladores – que, segundo ele, são, atualmente, em numero insuficiente – terem sido afastados após o acidente com o avião da Gol.
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No nosso entendimento, o diagnóstico do brigadeiro Saito está correto.
Uma coisa é questionar que nível de responsabilidade tiveram os controladores no acidente da Gol. Outra, inquestionável, é responsabilizar os controladores pelos momentos de colapso, ocorridos a partir de novembro de 2006.
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