Entidade reclama que o PAC prevê investimentos de R$ 4, 5 bilhões em infra-estrutura para estados do sul, mas que seria necessário o dobro. Estado aponta para crescimento da navegação por cabotagem, que já corresponde a 13,42 da movimentação de carga.

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) organizou nesta quarta-feira, (16/05), uma reunião da Câmara para Assuntos de Transporte e Logística para fazer um balanço da obras do governo Luiz Henrique da Silveira (PMDB) nos modais ferroviários, aéreos, rodoviários e marítimos. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também entrou na pauta da discussão e presidente da Fiesc, Alcântaro Correa, afirmou que o programa não tem priorizado a região sul.

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O Estado de Santa Catarina tem sido beneficiado com elevados investimentos do governo federal e vai continuar sendo. A comparação de números nem sempre expressa a realidade. Tem que haver uma correlação entre necessidades e possibilidades orçamentárias de execução.
Porque o PAC prevê mais recursos para o Norte e Nordeste do que para o Sul? Porque naquelas regiões ainda tem tudo para fazer. Os estados do Sul têm grande parte da sua infra-estrutura construída. Ainda assim, o governo federal está duplicando a BR-101/SC/RS, que é a obra de infra-estrutura mais importante da região sul.
Por outro lado, nem sempre obras estratégicas são de elevado valor. Exemplo: a via expressa rodoviária para o porto de Itajaí. Baixo investimento, alta eficácia.
O bolo de arrecadação tem um tamanho previsto. Logo, para aumentar os recursos para a Região Sul teria que reduzir recursos para as demais regiões. Qual a proposta da Fiesc para isso?
Finalmente, o Brasil é um regime federativo. Não cabe reivindicar que os estados recebam em investimentos o tanto que arrecadam. Para isso, teria que mudar a Constituição, o que não vai acontecer.

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