Para tentar retomar o transporte no Jacuí, o governo do Estado começou a construir um porto em Cachoeira do Sul no início da década de 90, orçado em R$ 600 milhões. O cais nunca chegou a operar e se transformou em símbolo do abandono. Segundo o diretor superintendente de Portos e Hidrovias do Estado, Roberto Falcão Laurino, a perspectiva é de que a instalação da Aracruz na cidade garanta o funcionamento do porto e a retomada do Jacuí como hidrovia.
O transporte hidroviário é considerado 30% a 40% mais barato do que o rodoviário, com a vantagem de ser menos poluente.
– Nossa sociedade ainda não acordou para esse enorme bem, nossos rios são pouquíssimo utilizados. Temos potencial e não estamos usando – avalia o superintendente da Administração das Hidrovias do Sul, ligada ao Ministério dos Transportes, José Luiz Fay de Azambuja.O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, apóia os investimentos em hidrovias para o escoamento da safra de gaúcha, estimada em 22 milhões de toneladas.
– O investimento em hidrovias desafoga as rodovias e é altamente vantajoso. Mas é preciso reestruturar o sistema, tornando a gestão mais ágil – diz.
Fonte: Jornal Zero Hora /Superintendência de Portos e Hidrovias
O Rio Grande do Sul possui uma extensa malha hidroviária formada por rios, lagos e lagoas navegáveis que atravessam o seu território. Existem duas grandes bacias hidrográficas que contém os principais rios: Bacia da Lagoa dos Patos (Bacia do Sudeste) e Bacia do Rio Uruguai.
O sistema hidroviário é de importância estratégica para o Estado, pelo potencial das vias navegáveis interiores e na redução de custos e economia de combustível no transporte de cargas. Acrescente-se, a isso, a conseqüente redução do tráfego rodoviário, reduzindo o número de acidentes e o custo de manutenção nas rodovias estaduais.
Selma M. Campos
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