Lula espera completar 784 km, bem mais que as gestões de FHC e Sarney

O presidente Lula inaugurará no próximo dia 24 um trecho de 147 km da Ferrovia Norte-Sul.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, prevê a licitação ainda este ano de mais dois trechos, entre Araguaína e Palmas (358 km) e entre Anapólis e Uuruaçu (250 km). Com isso, o governo Lula espera completar 785 km da ferrovia, bem mais que as gestões de Fernando Henrique Cardoso (115 km) e até José Sarney (100 km), maior entusiasta da obra.
Essencial para a articulação intramodal na fronteira agrícola brasileira, no limiar da Amazônia e do Cerrado que podem ser cultivados sem prejuízos maiores para a preservação ambiental, a ferrovia é um exemplo dos problemas trazidos pelas práticas tradicionais de gestão. “É uma obra de 1.550 km até o porto de Itaqui, no Maranhão, aprovada em dezembro de 1987, e em 20 anos não chegamos à metade”, lamenta.
Casos como esses são mais comuns do que seria desejável no País, e explicam por que parte dos projetos incluídos no orçamento de R$ 504 bilhões do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) soam tão antigos. “O essencial é que são obras decisivas, como a construção da segunda eclusa de Tucuruí, orçada em US$ 600 milhões, que tornará o trecho navegável, ou a própria Norte-Sul”, exemplifica.

Mais informações no site do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro (só para assinantes)

Independente dos estudos que estão sendo realizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT – para ampliar trecho da Ferrovia, o traçado atual, como já comentamos algumas vezes neste blog, trará uma grande economia e agilidade no escoamento da produção do Centro Oeste rumo ao Porto de Itaqui, no Maranhão.

Selma M. campos

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