A convocação do Exército para executar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) começa a incomodar a iniciativa privada. Os militares foram chamados para obras em 14 projetos do programa que é a aposta do governo Lula para fazer a economia crescer 5% ao ano.
O Exército receberá R$ 384 milhões, até dezembro, para fazer obras em rodovias, construir um aeroporto, portos e iniciar a integração das bacias do rio São Francisco.
Para o presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, o Exército só deveria ser acionado para emergências.- O Exército deve ser acionado com parcimônia – critica Godoy. – Transformar um batalhão em uma empreiteira é um equívoco. Não se pode montar uma estatal no Ministério da Defesa.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Exército alega que a engenharia militar não prejudica a iniciativa privada, porque sua participação responderia por um percentual mínimo dos investimentos do governo em infra-estrutura. O governo considera a participação do Exército essencial.
Os empreendimentos são concluídos com maior rapidez por não envolverem processos licitatórios. O secretário diz ainda que o Exército contrata temporariamente civis e os oferece qualificação profissional, melhorando a mão-de-obra local.
Fonte: Jornal do Brasil
O Exército vem cumprindo um importante papel nas obras do Ministério dos Transportes e sua participação é muito limitada. Não procede a reclamação. Ele entra onde a iniciativa privada não demonstra interesse.
Em 2005, se não fosse o Exército não teríamos iniciado as obras de duplicação da BR-101 Nordeste, a tempo de gastar parte do orçamento destinado para a obra. Foram três lotes entregues ao Exército. Os demais cinco lotes foram para empresas de construção.
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