Têxtil e calçadista contemplados

O governo deve lançar, nos próximos 20 dias, uma medida para desonerar a folha de pagamento de setores produtivos da economia que vêm sendo prejudicados pela valorização do real frente ao dólar. A informação foi dada sexta pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Na avaliação de Mantega, a valorização do real veio para ficar e, portanto, é necessário dar melhores condições de competitividade para a indústria manufatureira que faz uso intensivo de mão-de-obra. De acordo com o ministro, entre os setores que serão favorecidos estarão: têxtil, calçadista, moveleiro e de construção civil, entre outros. Mantega afirmou que a medida e seus eventuais impactos ainda estão sendo estudados pela Fazenda.
Não há uma única possibilidade. A meta é reduzir custo de mão-de-obra, seja via folha, via PIS Cofins, ou colocar no faturamento, afirmou, referindo-se, no último caso, à proposta, em discussão por especialistas, de se reduzir ou eliminar a cobrança de 20% de INSS sobre a folha e, de alguma forma, compensar a isenção com a elevação de alíquotas de tributos que incidam sobre o faturamento.

Fonte: Diário Catarinense /Foto: Etex, Ind.Têxtil

Como este Blog já havia anunciado, o ministro Guido Mântega não está insensível às queixas de alguns setores que dependem do comércio exterior, como o setor atacadista e a industria têxtil, em função do baixo custo do dólar, o que afeta a competitividade dos produtos brasileiros. Como primeira medida, o governo elevou a alíquota de importação de 20% para 35% aos calçados e produtos do setor de vestuário como forma de proteger os fabricantes nacionais dos produtos provenientes da China, que são muito competitivos.
Para o Ministro da Fazenda, é preciso criar alguma barreira para a indústria nacional sobreviver, já que o País não manipula câmbio e nem dá subsídios aos exportadores como fazem alguns países. Agora, vem a segunda medida, que é a desoneração.
Os setores produtivos e os operadores de transportes e logística já devem ter percebido que o governo federal está buscando o caminho para manter a economia no ritmo de crescimento sustentável, independente das oscilações do mercado externo, aumentando o nível de emprego, como já vem fazendo e, com isso, reduzindo a desigualdade existente em nosso País.
Recentemente, foi aprovada, na Câmara, a MP que desonera setores exportadores que são sensíveis à desvalorização do dólar, especialmente os da agricultura. Só falta a votação no Senado.


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