Nova área é solução para evitar congestionamentos devidos ao maior volume de contêiners transportados
Autoridade Portuária em Santos, a Codesp busca agir para que o principal porto brasileiro responda prontamente à demanda de exportadores e importadores. Confrontada com ciclos curtos mas repetitivos de congestionamento no manuseio de contêineres, segmento que congrega as cargas de comércio exterior de maior valor agregado, a Codesp recorreu ao Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do porto, PDZ, com vistas a expandir o mais rapidamente possível sua capacidade de atendimento.
É pacífico que tais ciclos resultaram da notável taxa de crescimento do comércio exterior do Brasil nos últimos quatro anos, sem que o porto pudesse oferecer, na mesma velocidade, a infra-estrutura adequada para manter a qualidade e o preço dos serviços nele – prestados.
E nesse contexto de crise no atendimento aos contêineres, cobrava-se da Codesp uma solução rãpida e eficaz para níveis previsivelmente crescentes de congestionamento. Entre as alterna tivas de curto prazo estudadas, a única que se mostrou legal e tecnicamente exeqüível foi adicionar ao TECON uma área contígua, de 112 mil metros quadrados, onde, além do pátio, só se pode construir um cais acostável com até 220 metros de extensão. Tal área, portanto, encravada entre o TECON e o Terminal de Granéis do Guarujá (TGG), só tinha serventia logística se adicionada ao TECON.
Considerada isoladamente, nem mesmo configura a possibilidade de construção de um terminal de contêineres de berço único. E, mesmo se configurasse, é sabido que a capacidade de movimentação em qualquer terminal de berço único será sempre abissalmente inferior à de terminais com berços múltiplos. Ademais, a Codesp e o mercado não desconhecem a rápida mudança no perfil dos navios portacontêineres operados em Santos, especialmente na margem esquerda do porto: em 1998, por exemplo, o comprimento médio dos navios servidos no TECON recém-privatizado era de 175 metros; no ano passado, o terminal já operava com navios maiores que 270 metros.
Indiscutivelmente sinérgica com o TECON, a solução encaminhada pela Codesp e subscrita pelo Ministério dos Transportes na verdade alinha-se ao interesse público, contemplando em primeiríssimo plano, a conveniência do porto e do comércio exterior do Brasil.
Assim, a expectativa dos usuários é que os 220 metros de cais a serem agregados ao 760 metros já existentes no TECON tornem brevemente disponíveis, na margem esquerda do porto, uma extensão contínua de 980 metros exclusivamente para a operação de contêineres.
Fonte: Isto É Dinheiro
E ainda falam de incompetência das Cias. Docas…
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