O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê o investimento de R$ 7,86 bilhões na infra-estrutura ferroviária do país até 2010. A maior parte dos desembolsos será feito pelo setor privado. De um total de 2.518 quilômetros de ferrovias contemplados pelo pacote, só 211 receberão recursos públicos.
Trata-se de linhas de transporte de carga. Os passageiros foram beneficiados pelo PAC por meio de investimentos em metrôs – R$ 3,1 bilhões até 2010 – nas cidades de Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte e São Paulo.
O vice-presidente da Agência de Desenvolvimento de Trens Rápidos Entre Municípios (Ad-trem), Gerson Toller, acha que o governo federal deve ter uma maior participação no setor. Segundo Toller, o trem-bala entre São Paulo e o Rio de Janeiro terá mais chances de sair do papel se o Executivo assumir parte do risco do empreendimento.
– No mundo todo os trens de alta velocidade foram construídos pelos governos. O retorno é lento e são projetos que demandam muito dinheiro – disse Toller. – O ideal é uma Parceria Público-Privada (PPP). O governo fica com a construção e a iniciativa privada com a parte dos equipamentos e a operação.
O trem-bala mais famoso do mundo liga as capitais da Inglaterra e da França. Mas por toda a Europa passageiros podem viajar nos trens de alta velocidade, assim como no Japão e na China. Em dezembro de 2002, o governo chinês gastou US$ 1 bilhão para construir uma linha de apenas 8 minutos, que liga Xangai ao aeroporto da cidade.
Fonte: Jornal do Brasil /Foto: Revista Ferroviária
Deteriorada e privatizada sem qualquer planejamento, a malha ferroviária, que deveria nesse processo ter-se transformado em eixo contínuo e complementado com acesso aos portos, se apresenta como uma colcha de retalhos em que cada pedaço é controlado por uma empresa, sem qualquer concorrência.
O que o governo federal pretende é buscar, através das ferrovias, a integração dos modais com a finalidade de melhorar a logística, pricipalmente em direção aos portos.
Nos últimos vinte anos, pelo menos, não se vê investimentos como os estão sendo feitos e garantidos para os próximos quatro anos através do PAC. E todos estruturantes:
1- Retomada da construção da Ferrovia Norte-Sul, parada há mais de vinte anos;
2- Construção da ferrovia Transnordestina;
3 – Construção da variante Camaçari-Aratu, na Bahia.
4 – Contorno ferroviário São Félix – Cachoeira, na Bahia;
5- Adequação do ramal ferroviário no perímetro urbano de Barra Mansa, no Rio de Janeiro;
6- Construção de contorno e pátio ferroviário em Tutóia, Araraquara, São Paulo;
7- Construção do Ferroanel – tramo norte, em São Paulo;
8-Construção do contorno ferroviário de Itauna-Divinópolis , em Minas Gerais;
9- Retificação do traçado da Serra do Tigre, em Minas Gerais;
10-Construção do contorno ferroviário de São Francisco do Sul, Santa Catarina;
11 -Construção do contorno ferroviário de Joinville, Santa Catarina;
12 -Construção da Variante de Gurapuava, no Paraná;
13 -Construção de trecho da Ferronorte;
14- Construção da ligação Alto Araguais-Rondonópolis
Além disso, o Plano de Aceleração do Crescimento – PAC – prevê a criação de instrumentos públicos que ofereçam condições aos investimentos privados, como marcos regulatórios, as diversas modalidades de concessões (em que o Estado também poderá ser parceiro) e as linhas de financiamento.
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