Importadores de insumos médico-hospitalares pedem menos burocracia em portos e aeroportos
Excesso de burocracia e falta de normas padronizadas, dando brechas para interpretações subjetivas dos fiscais, estão entre os principais problemas que comprometem a agilidade na liberação de produtos médico-hospitalares importados em portos e aeroportos do país.
O problema, que afeta o setor de saúde como um todo e, em especial, os pacientes, foi objeto de debate realizado em São Paulo no último dia 17.
A insuficiência de estrutura e pessoal para a liberação de cargas e a diversidade na prática de prazos também foram citados como entraves no processo de importação.
“As empresas reclamam por ter que esperar até 15 dias para conseguir a liberação de uma importação junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Antigamente, a liberação de uma licença de importação era conseguida em 72 horas”, alerta Roberto Rodrigues, presidente da Associação Brasileira de Importação e Distribuição de Implantes (Abraidi), uma das entidades participantes do encontro.
O tempo excessivo e a falta de estrutura para condicionamento ideal de alguns portos e aeroportos podem prejudicar a qualidade do material e até causar a deterioração da carga, inviabilizando seu uso.
Esse é um dos principais gargalos logísticos e do qual pouca gente fala. A maioria só sabe falar das estradas (que por sinal estão em boas condições de pista e de sinalização). E o Dr. Roberto Rodrigues é alguém que conhece muito bem esses problemas.
A Anvisa tem que encontrar outras formas de garantir uma fiscalização rigorosa, mas num tempo muito menor.
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