O maior dique seco do País – com 140 metros de comprimento, 130 metros de largura e altura livre de 16,5 metros – está sendo construído em Rio Grande. A WTorre Engenharia, controladora do Estaleiro Rio Grande, é responsável pela obra na área do Superporto do Rio Grande.
O dique, será utilizado para construção e reparos de plataformas oceânicas de exploração de petróleo e gás.
De acordo com o engenheiro naval do Estaleiro Rio Grande, Roberto Dieckmann, vários aspectos contribuíram para instalação do dique seco em Rio Grande. Entre eles o fato do porto, até pouco tempo, ser um dos poucos com licenciamento e monitoramento ambiental do Brasil.
Além disso, Dieckmann destaca que Rio Grande é ponto final de muitas operações e sua característica de calado superior a 16 metros na barra, projetado para os próximos quatro anos, deverá acentuar ainda mais a sua operação como concentrador de cargas. “Os navios ficam vazios nos portos concentradores e esta é uma condição ideal para a reparação naval, pois se executam reparos de rotina com navios sem carga a bordo. Há mais de 200 entradas de navios por ano em Rio Grande”, afirma.
A existência de malha rodo-ferroviária para toda região industrializada do Sudeste do Brasil e, consequentemente, para o resto do País também são aspectos positivos.
O aproveitamento da mão-de-obra de metalúrgicos, a existência de água e energia em demandas compatíveis, a facilidade de receber insumos por modais rodoviário, ferroviário e marítimo foram, segundo Dieckmann, determinantes para a adoção de Rio Grande como local adequado para in vestimentos em construção naval.
Dieckmann destaca ainda a qualidade a formação técnica-acadêmica dos gaúchos e as estruturas organizacional, ambiental, burocrática e política, favoráveis a novos negócios.
A área portuária de Rio Grande é a mais meridional do Brasil, sendo o escoadouro natural de toda a bacia hidrográfica da Lagoa dos Patos. “Com essa condição, o porto vem assumindo, cada vez mais, a sua posição de elemento essencial na integração dos países formadores do Mercado Comum do Sul, sendo a mais importante saída marítima de cargas do sul do Brasil”, diz.
A obra do dique seco está em fase de escavação e construção de oficinas e o projeto deve custar R$ 222,8 milhões.
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