O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogelio Golfarb, negou, em entrevista à Revista Exame nesta sexta-feira, que o atual patamar do câmbio esteja prejudicando a competitividade das indústrias do setor automotivo. Segundo ele, o problema da indústria está relacionado à competitividade e, no passado, quando o real estava mais desvalorizado, o câmbio acabava compensando as ineficiências das empresas e do País.
“Não adianta reclamar do câmbio, pois ele é resultado das melhorias macroeconômicas do País. Nossos problemas estão relacionados à competitividade”, afirmou, após participar de seminário promovido pela Petrobras, em São Bernardo do Campo, sobre os impactos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) na competitividade da indústria petroquímica do ABC…
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Ilustração: Revista Fator Brasil
A análise do presidente da Anfavea contraria alguns representantes do setor produtivo que se dizem prejudicados, no comércio exterior, pela baixa competitividade dos produtos causada pela valorização do real. Entretanto, a política cambial do governo tem trazido resultados favoráveis a setores fundamentais ao crescimento econômico. A importação dos insumos a custo menor, como fertilizantes e fármacos, por exemplo, tem fortalecido indústrias nacionais e barateado o custo final dos produtos. O setor do turismo externo desde 1998 não apresenta resultados tão expressivos.
E a indústria automobilistíca, de acordo com o presidente da Anfavea, aposta nos resultados positivos da política econômica, e no Plano de Aceleração do Crescimento, pelos investimentos previstos na infra-estrutura de transportes que facilitarão o acesso aos portos, principalmente o de Santos, como citou o presidente.
Por Selma Moraes Campos
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