A busca intensiva pelo aperfeiçoamento tecnológico na construção de navios levou o professor de pós-graduação em engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Segen Stefen, a adaptar o uso de soluções nucleares e aeronáuticas para estaleiros brasileiros. Pode parecer estranho ou exagerado aos leigos, mas o professor garante que as tecnologias poderão reduzir em 30% a mão-de-obra na construção.

Ele quer aproveitar medidores de superfícies com capacidade de aproximação submilimétrica (centésimo de milímetros), utilizados na indústria aeronáutica, para calcular com precisão os gigantescos blocos que compõem os navios petroleiros. “Os navios são montados como legos, mas os blocos muitas vezes não se encaixam, porque ficaram distorcidos durante a soldagem”, explica Stefen.
Os estaleiros utilizam hoje cerca de um quarto de sua mão-de-obra para corrigir os erros de medição desses blocos. Os equipamentos custam de US$ 180 mil a US$ 200 mil …
Foto: Estaleiro Eisa, Niterói.
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O desenvolvimento tecnológico proveniente de centros de excelência, como é a Coppe/UFRJ, vem contribuindo para o desenvolvimento, a passoa largos, para a revitalização da indústria naval brasileira.

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