A expansão dos molhes de Rio Grande e o aprofundamento do calado, segundo cálculos da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), possibilitariam uma movimentação de mais 10 milhões de toneladas de carga por ano pelo porto do Rio Grande. “É um ganho de escala que permitirá a Rio Grande se tornar o porto concentrador de cargas do Mercosul”, diz o presidente da ABTP, Wilen Manteli.
O dirigente recorda que as obras de ampliação dos molhes estavam avaliadas em cerca de R$ 210 milhões quando foram iniciadas. Neste momento, estima-se que a iniciativa custará cerca de R$ 370 milhões. Já o aprofundamento do calado de 45 pés para 60 pés será iniciado depois de concluída a ampliação dos molhes. Segundo técnicos do Ministério dos Transportes, com o aumento dos molhes, haverá uma maior pressão da água o que vai ocasionar uma dragagem natural. A partir desse ponto serão realizados os estudos para saber o custo do aprofundamento para chegar a 60 pés.
O maior calado, segundo Manteli, permitirá que navios com capacidade para transportar até 200 mil toneladas operem no porto do Rio Grande. Manteli salienta que a ampliação dos molhes do Rio Grande não é algo novo, presente apenas no PAC. Essa obra havia sido iniciada em 2001 e sofreu sua primeira paralisação em 2002 devido a uma ação do Tribunal de Contas da União (TCU) que questionou a relação entre o peso e o volume das pedras usadas nas obras. Conforme Manteli, até o momento 30% da obra foi realizada. “Já há verba federal destinada ao prolongamento dos molhes, é algo estratégico e tem que dar certo”, torce o presidente da ABTP.
No entanto, o dirigente faz uma advertência. “Se o Rio Grande do Sul, através do governo e do setor empresarial, não pressionar, não procurar fazer com que aquelas obras andem, nós vamos acabar perdendo essas verbas federais”, teme Manteli.
O presidente da ABTP argumenta que em um momento de globalização, onde a competição é extremamente disputada nos mercados internacionais, é fundamental que o Brasil tenha condições logísticas que não encareçam o custo de seus produtos. Para Manteli, foi importante a inclusão no PAC da ampliação dos molhes e da dragagem de aprofundamento do calado do Porto do Rio Grande. “Imagina se o governo federal não incluísse, daí significaria o quê? Que não teríamos verba para essas duas obras”, acredita Manteli.
(Fonte: Jornal do Commercio (POA)
É mais um movimento para a melhoria da logística no País. E isso será possível graças à inclusão dos recursos previstos no PAC para essas obras.
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